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 Poesias
POESIAS


A SEU TEMPO ELE OS CONFUNDIRÁ

Salmos, 1

Ó Senhor, livra-me de andar
lado a lado com o perverso,
ser seu parceiro de insensatez
e iniqüidade;
sentar-me à mesa
de irresponsáveis,
hipócritas e libertinos;
deter-me ao lado deles,
ou nas esquinas ignóbeis
onde se ajuntam e confabulam,
gracejando, bebendo,
entorpecendo-se,
tramando contra ti
e contra o próximo;
desonrando a família,
entristecendo a companheira,
que em vigília, angustiada,
consome noites inteiras.

Ó Deus triúno e poderoso,
impede-me de participar
da roda dos incréus,
que negam Jesus como Deus,
teu unigênito Filho
morto por homens satânicos, cruéis,
herói maior, que sobre si
levou nossos pecados,
subiu à cruz e ressurgiu dos mortos,
tendo ascendido ao céu,
de onde em breve há de vir,
para libertar seus fiéis deste mundo vil.

Livra-me disto sobretudo, ó Pai:
da blasfêmia de negar Jesus
como Senhor dos senhores,
Príncipe da paz,
que sobrevive a todas as eras
- novas e velhas -
como único digno
de ser amado e adorado.

Senhor, que meus pés
não resvalem nunca
para comunidades, lojas,
casas, praias ou terreiros
onde teu nome não é pronunciado
como o Nome dos nomes;
onde não és reconhecido
como Mestre e Filho de Deus,
único e exclusivo,
para todo o sempre;
onde o Espírito Santo
não é invocado
como o Conselheiro
para todas as horas,
o único Espírito verdadeiro
que enviaste à Terra
quando teu Filho subiu ao céu.

Que eu ame a tua Palavra inteira,
do Gênesis ao Apocalipse,
com fé absoluta e sem restrições,
crendo ter sido por ti a homens ungidos
transmitida e inspirada.

Limpa meu coração, minha mesa,
minha casa e meu caminho
de objetos e práticas
a deuses estranhos
e a espíritos das trevas
dedicados,
e assim não se acenda
teu furor contra mim.

Enternece, isto sim, o meu coração
para que me humilhe diante de ti,
me compraza na tua presença.
pranteie o opróbrio dos outros,
e me cubra de cinzas,
recebendo de ti alívio e segurança,
a certeza de que
não assistirei a catástrofes,
mas serei recolhida em paz
à sepultura,
e a teu lado, no céu,
participarei para sempre
da congregação dos justos.
Faze-me como árvore
firmemente plantada
junto a correntes de água,
dando abundantes frutos
na estação própria,
sem que me murchem
ou caiam as folhas;
ou venha a ser
como arbusto condenado
- como são os ímpios,
que comparecerão
ao Tribunal do Julgamento,
e do Livro da Vida
serão eliminados.
Que tudo quanto eu fizer
prospere, Senhor,
por ser digno e apreciável
aos teus olhos;
e eu assista,
absorta e agradecida,
serem espalhadas pelo vento,
como moinha,
e consumidas para sempre
todas as obras dos iníquos.



Allinges Lenz César Mafra, Professora Interina, cargo de classe “E”, da carreira de professor, durante o impedimento do Filólogo Serafim Pereira da Silva Neto, para os cursos de Segundo Grau (antigo Curso Clássico) e Normal do Instituto de Educação. Professora encarregada da Cátedra de Idioma Português, Seção Letras, em caráter ad-honorem, na Faculdade de Filosofia do Paraguai.

Professora do Instituto de Cultura Uruguaio-Brasileiro, em Montevidéu, tendo exercido várias atividades de caráter cultural, não só na Capital como no interior, realizando conferências, palestras, mesas-redondas, sobre cultura brasileira e personagens importantes de sua Literatura, como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e outros.

Nos últimos anos tem se dedicado à tarefa de estilizar e redigir textos para editoras evangélicas. Escreve poesia e prosa poética, com base na vivência, em relacionamentos e no cotidiano. Tem em preparação estudos práticos de gramática, e pesquisa literária na Bíblia.